Bem-vindo ao mundo da PAP (Prova de Aptidão Profissional) com o 12ºC

Ao longo de todo o nosso percurso estudantil, fomos chamados, por inúmeras vezes, a mostrar o que íamos aprendendo, respondendo, por exemplo, a testes, exames, … Todavia, agora que o final do secundário se aproxima, os alunos do décimo segundo dos cursos profissionais têm de mostrar o que aprenderam, nestes últimos três anos, numa prova que envolve muito mais do que meras canetas ou folhas de exame… É assim que a PAP surge!

                A nossa turma (12ºC) do curso “Técnico de instalações Elétricas” com a colaboração de todos os professores, mas essencialmente com o apoio do professor das áreas mais técnicas do curso, o docente António Ferreira, desenvolveu diferentes projetos que vão desde a sua criação até à defesa perante um júri. No princípio, sentimos sempre alguma dúvida, alguma insegurança e questionamo-nos se, realmente, temos as competências, os conhecimentos e as habilidades para não defraudarmos expetativas (quer pessoais, quer dos professores ou até dos familiares). Assim sendo, no início e ao longo de todo o processo, uns mais do que outros (alguns conseguem disfarçar melhor!), sentimos um nervosismo/apreensão, a pressão de um bom desempenho e o receio de cometermos erros. No entanto, o professor António, responsável quase único pela escolha de cada um dos nossos projetos, foi-nos orientando/ensinando/guiando/instruindo/ilustrando… Para a maioria de nós, a parte prática do projeto dissipou alguma insegurança inicial, pois fomos assistindo à criação de algo que estava apenas na nossa mente; no fundo, idealizamos algo, dedicamo-nos a essa atividade e, no final, sentimos um certo alívio! Por momentos, acreditamos que estamos a alcançar um objetivo futuro (quem sabe, um lugar numa empresa reconhecida!) e sentimo-nos orgulhosos por, desta maneira, demonstrarmos algumas das nossas aptidões. Porém, esta Prova ainda não fica por aqui, uma vez que ainda temos de enfrentar vários obstáculos ao redigir a PAP, especialmente porque precisamos de descrever, na teoria, o projeto que elaborámos na prática. Muitas vezes, sentimos dificuldades em expressar por escrito as nossas ideias, sobretudo quando se trata de traduzir conceitos e processos práticos para uma linguagem escrita coerente e bem estruturada. Por outro lado, existe a necessidade de nos familiarizarmos com a terminologia técnica adequada e encontrar um equilíbrio certo para fornecer ao leitor detalhes suficientes, sem o sobrecarregar com informações excessivas. Ora, ter capacidade de síntese, descrever, adequadamente, as etapas, os procedimentos e métodos utilizados, refletir criticamente sobre o nosso trabalho… são competências, habilidades de escrita que nos permitem ter alguma confiança na redação das nossas PAP’s.

Desenganem-se, por isso, todos os alunos que acham que as disciplinas de componente teórica (como por exemplo, Português, Área de Integração,…) não são essenciais nos cursos profissionais!

 

Os alunos do 12ºC